Olivas

Eis que resolvo escrever sobre um evento que fui há uns 2 meses. Como já devo ter divulgado e indicado pelo blog, a UP (Universidade de Palermo) é uma das que mais investe em divulgação/publicidade, e o faz de uma maneira ótima, promovendo miles de eventos gratuitos durante todo o ano, inclusive o conhecido Diseño en Palermo, encontro que reúne estudantes da toda AL em centenas de atividades durante a última semana de julho (o deste ano acaba de ser cancelado por conta da gripe suína, infelizmente).

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As atividades propostas são sempre super organizadas e contam com a estrutura invejável da universidade ( que possui uns 10 prédios espalhados pelo maior bairro portenho).

No início de junho fui conferir o evento Rincón Gourmet sobre Olivas. Primeiro porque era numa data que não competia com a pós e também por ter enorme curiosidade em provar os azeites argentinos. Já havia visitado uma Olivícola em minha viagem a Mendoza em 2006, e não tinha ficado muito satisfeita com a qualidade do azeite Laur, um pouco ácido para o meu gosto. Todavia, as azeitonas e mostardas da mesma marca eram deliciosas.

“Oliva: el sabor que abre mercados”, faz parte de uma série de eventos promovida por um grupo de Relações Públicas da faculdade de Design e Comunicação. São encontros mensais que sempre trazem uma série de produtores de vinhos, chocolates e etc. para falar sobre o mercado argentino, seus produtos e promoverem uma degustação. Nhami!

Neste que estive presente, foram convidadas as empresas El Mistol, Mondooliva, Indalo e Oliva Ilustre. Mondoliva é um portal especializado em olivas, que promove cursos e vende selecionados azeites argentinos. Por algum motivo pessoal, o dono não pode comparecer e ficamos com as três empresas e mais uma designer falando sobre detalhes de como devem ser projetas as embalagens de azeites (legal, mas pouco aprofundado).

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El Mistol é uma empresa familiar e foi representada por um dos filhos do dono, engenheiro industrial, acho. Falou sobre toda a revalorização do azeite e da azeitona no país e que hoje em dia eles estão se organizando para chegar ao status dos vinhos argentinos. Falou também sobre a regulamentação de acidez das olivas, que fica em 0.8% máximo, o que as vezes desvaloriza os que alcançam acidez bem menores que esta.

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A gerente de marketing da Indalo falava pelos cotovelos e não agregou muito ao evento, falando sobre o quão legal era a empresa e etc. Me apreceu a empresa com maior estrutura e pior azeite (confirmado pela degustação que se seguiu).

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A supresa da noite ficou com a Oliva Ilustre, empresa familiar de apenas 10 anos que conquistou o Prêmio de Melhor Azeite do Ano no país. Falaram sobre as mesclas de tipos de azeitonas para alcançar os distintos sabores e tabém sobre o clima de Catamarca, uma região a noroeste do país onde grande parte das olivicolas mantém suas plantações.  Toda estrutura e a identidade da empresa são muito bem cuidadas e o azeite é espetacular.

Se vierem a BsAs e encontrarem uma botellita de Oliva Ilustre, aproveitem. Sai por 25 pesos mas vale cada centavo.

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