C&A, H&M, Fast Fashion&Haute couture

C&A é uma rede criada há 170 nos países baixos. H&M, um século mais nova mas também oriunda do norte europeu, são exemplos de grandes lojas que souberam se adaptar às mudanças dos hábitos de consumo dos últimos 25/30 anos. O fenômeno da globalização fez com que  a moda se tornasse algo muito mais global, multicultural e, também, democrático.

Em qualquer lugar do mundo, principalmente por conta da internet, todos podem tomar conhecimento dos desfiles, designers e tendências de moda. Seja da Semana de Paris, Milão ou Nova Iorque. Dessa maneira, nomes como Louis Vuittton, Channel, Versace, D&G e tantos outros, se tornaram famosos aqui, na África e na China, mercados consumidores que ampliaram não só a visibilidade como também as receitas dessas empresas (vide a gigante LVMH, de quem tanto falo aqui no blog).

A história começou com as linhas de perfume, uma maneira relativamente barata de se ter acesso à experiência Giorgio Armani ou Carolina Herrera. Depois, vimos muitas experiência de co branding com marcas mais “populares” e por fim o que nos leva a esse post: coleções assinadas para redes de fast fashion.

O conceito de fast fashion é o mesmo de fast food (meio óbvio, sei). Mas é a lógica de que, se a moda é tão efêmera, porque suas roupas devem durar mais que uma temporada? Tecidos menos nobres, acabamentos mais simples e muita coisa com selinho made in china são as principais características dessas redes, que oferecem peças legais a preços baratos para consumidores pouco exigentes. E aqui não tem nenhum preconceito, pois eu sou uma das grandes defensoras dessas redes, ainda mais quando elas vão além e começam a se preocupar com outras questões que não só o imediatismo da moda.

Coleção feita com tecidos orgânicos. H&M Primavera 2011/Barcelona.

H&M começou em 2004, convidando Karl Lagerfeld para assinar uma linha, dessa se seguiram Stella McCartney, Victor&Holf, e até a popstar Madonna, que em 2007 , teve sua série de roupas para os suecos.

Depois desses, vieram: Roberto Cavalli, Comme des Garçons, Matthew Williamson e até a famosa e queridinha dos famosos Jimmy Choo teve seu momento popular na H&M.

No último ano, a coleção de Lanvin, com direito a filminho nonsense e tudo, deu o que falar, ainda mais pela derivação esperta que a empresa deu para os restos de tecido da coleção: uma nova linha chamada WASTE, aqui no tumblr.

Por fim, no caso sueco, Donatella Versace acaba de colocar o glamour sexy  Versace à prova nas milhares de lojas H&M. Sucesso garantido.

No caso da C&A a história é mais recente e abrange os últimos 2 ou 3 anos, em muitas coleções que só aconteceram aqui no Brasil: parcerias com Reinaldo Lourenço e Glória Coelho, por exemplo, ou assinaturas de Christina Aguillera e Gisele Bundchen, por exemplo. O fato é que enquanto a primeira prefere os grandes designers, a segunda vai mais pelo lado das celebridades, talvez por representar um público um pouco mais popular.

Beyoncé para C&A.

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